Thursday, March 03, 2005

BEM-VINDO!

Ao site da grande obra de Lima Barreto, o livroO TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMAAqui você irá encontrar tudo sobre o livro, informações sobre os personagens, resumo do livro, biografia do autor e minha opinião pessoal.

BIOGRAFIA DE LIMA BARRETO!

Afonso Henrique de Lima Barreto nascido em 1881 já foi de tudo. Funcionário público, jornalista e boêmio. Lima Barreto era de origem humilde, e tinha o problema de beber muito. Muitas vezes foi internado em clínicas e em hospitais psiquiátricos. Quando começou a escrever, uma pessoa que o apoiou foi Monteiro Lobato, que por sorte era dono de uma editora. Monteiro Lobato só viu Lima Barreto duas vezes, a primeira foi uma vez que Lima estava completamente alcoolizado e a segunda foi antes dele dar uma palestra que demorou dias para escrever, mas antes da palestra foi encontrado caído bêbado na rua.Vítima de um colapso cardíaco, Lima Barreto faleceu em 1922 na mesma cidade onde nasceu, Rio de Janeiro, logo depois da Semana de Arte Moderna.

OBRAS DE LIMA BARRETO

Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909)
Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911)
Numa e Ninfa (1917)
Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá (1919)
Bagatelas
Os Bruzundangas
Clara dos Anjos
Histórias e Sonhos
Feiras e Mafuás

Resumo

Policarpo Quaresma era um homem muito patriota, um idealista, um fantasiador, um sonhador. Para ele o Brasil era tudo na sua vida. Da sua boca só saía louvor sobre a sua pátria, e quem tivesse algo contra que não chegasse perto de Policarpo, pois ele No 000200063
estava pronto a qualquer momento para defender com unhas e dentes. Logo no primeiro capítulo, fica clara a admiração de Policarpo pela sua terra. Amava ler livros de história e geografia para aprimorar os seus conhecimentos. Policarpo era um homem um tanto quanto sozinho. Vivia com a irmã Adelaide e os amigos que possuía eram poucos, Ricardo Coração dos Outros, a afilhada Olga e a família Albernaz eram alguns deles. Policarpo de vez em quando tinha alguns surtos de patriotismo. Um certo dia resolveu mandar um requerimento à Câmara onde sugeria que a língua nacional fosse trocada pelo tupi-guarani. Ele acreditava que o português não era a nossa língua original, pois veio de Portugal com os portugueses, enquanto o tupi já estava aqui com os índios. Bastou isso para Policarpo definitivamente ser tachado como louco. Em todos os tablóides só se lia e ouvia falar sobre o doido Policarpo Quaresma que queria mudar a língua nacional. Em conseqüência o Major Quaresma foi internado num manicômio. Ficou lá por bastante tempo, e quando finalmente parecia estar curado, foi libertado e foi morar em um sítio. Todos acharam que longe da cidade o Major iria esquecer essas idéias loucas que costumava ter, mas não foi bem isso que aconteceu. No sítio leu muito sobre os solos brasileiros e sobre plantações. Quaresma chegou a conclusão que as terras brasileiras eram as mais férteis do mundo e que os fazendeiros não sabiam tirar proveito disso. Com isso, Policarpo resolveu fazer a sua própria plantação. No tempo que Policarpo estava no sítio, a Revolta da Armada estourou no Rio de Janeiro. Na mesma hora ele ofereceu apoio ao governo de Floriano Peixoto. Quando a revolta finalmente chega a um fim, Quaresma é denominado carcereiro dos revoltosos na Ilha das Enxadas. Lá ele presencia uma cena que o chocou. Ele viu os presos serem levados para serem executados. Na hora Policarpo vai exigir satisfações aos superiores. No momento em que Quaresma faz isso, ele passa a ser visto como um dos Revoltosos. Policarpo Quaresma é preso e condenado à morte. No tempo que ele passa aprisionado, Policarpo pensa em tudo que já fez pelo seu querido país, e agora o que ele ganha em troca? Nada. A sua morte. Nem um reconhecimento, parece que tudo que ele fez foi em vão. E foi.

Minha opinião sobre o livro!

Sim, eu gostei do livro. Adorei o personagem de Policarpo. Cheguei até a sentir pena dele no final do livro, pois o vi como uma pessoa de muito bom coração e extremamente ingênua.Esse livro retrata os dois lados da natureza humana. O lado bom, e o ruim. Várias comparações podem ser feitas nesse livro quanto a esse aspecto. Floriano e Policarpo são um bom exemplo. Podemos diferenciar dois tipos diferentes de pessoa, a nobre, que só quer o bem e faz de tudo certo para ajudar alguém, e a egoísta, que só quer o seu bem, só pensa nela mesma e nos seus benefícios, e não tem nenhuma bondade e generosidade dentro de si.A sociedade naquele tempo também era preconceituosa. Notamos isso no livro quando falavam de Ricardo Coração dos Outros com seu violão. Tinham preconceitos raciais e sociais. Cada um tinha seu lugar na sociedade, e quanto mais alto fosse o seu lugar maior seria o seu respeito. Lima Barreto também assumiu os problemas do seu tempo e examinou-os em seus romances, e tudo visto sobre os olhos da classe média do subúrbio do Rio.Lima Barreto critica impiedosamente os personagens do livro. São poucos os poupados. Alguns eu achei que ao longo da obra foram sendo criticados, mas outros na minha opinião já foram postos naquele livro para de primeira já ser notado o lado crítico. Relacionando algumas partes do livro com o Brasil contemporâneo eu posso dizer que a grande falta de patriotismo está presente em ambos. No livro eram poucos os que ligavam e tinham algum interesse pela pátria que não envolvesse política ou dinheiro. Hoje em dia é a mesma coisa. Só vemos políticos falando da pátria em época de eleição e mesmo assim o grande interesse deles é o cargo e o dinheiro (grande maioria), porque na hora de colocar em pratica, ninguém coloca.